Amor em Linhas

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March 2012

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Ruínas do Castelo

Ainda parece um castelo, mas agora é só ruína. A grama já tomou o lugar do chão. O mofo se alastrou pelas paredes. Mas ainda parece um castelo. Só não é mais habitado por príncipes e princesas. Não tem mais um Rei, não tem mais uma Rainha. Também a alegria já se foi. Os súditos não se encontram mais ali, muito menos o bobo da corte. O trono, o tapete vermelho, os trompetes e os cajados foram engolidos pela relva. Ninguém mais passa por ali, tampouco lembram que já existiu.

Mas ainda parece um castelo.

Mar 26, 2012

July 2011

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Jul 2, 2011

June 2011

3 posts

Jun 24, 2011

Durma oito horas. Tome menos café. Não fume. Procure um amor. Namore com quem não ama. Se entregue à quem não merece. Assista bastante TV. Acredite nela. Tome remédios para depressão, ansiedade, estresse. Trabalhe bastante. Não acredite em Deus. Almeje comprar um carro, para ganhar mulheres. Escute músicas altas, mesmo que não goste, mas para ser aceito. Vista-se de acordo com a moda. Escute somente músicas atuais. Não faça música, nem textos, pois ninguém vai escutar, nem ler. Faça exercícios físicos regularmente. Coma comidas saudáveis. Não beba refrigerante. Não coma frituras. Cuide mais do coração.

Seja igual.

Jun 22, 2011
Jun 14, 2011

May 2011

2 posts

Pra você.

Você me deixou com um sentimento estranho. Eu digo “estranho”, pois não sei se gosto ou não. Você me deixou vulnerável, seguro, com medo e corajoso. E essa mistura é que me deixou estranho, de um jeito que eu não havia me sentido antes. Desestabilizou os alicerces da minha estrutura, que eu julgava tão forte. Eu só não sei se sigo com você. Não que eu não queira, é que eu não quero te deixar sozinha no meio do caminho. Eu sou assim, inconstante. E talvez você não seja forte pra voltar a ser quem era. Prometo que farei de tudo, desde que prometa fazer também. E prometa ter força pra voltar. Só não espere tudo de mim, pois algum dia eu vou decepcionar. Só espero que entenda que vai ser por medo, não por gosto.

May 30, 2011
May 8, 2011

April 2011

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Apr 23, 2011

March 2011

3 posts

O sonho de voar.

Sonhei que voávamos por aí. Que eu pegava a tua mão e partia rumo às estrelas. E, entre as nuvens, eu via o teu sorriso - aquele mais sincero. E os teus olhos se fechavam, talvez pra ter certeza que não fosse sonho. E não era. O teu, pelo menos. E, quando paramos, lá no alto, eu segurei tua outra mão e enxerguei através dos teus olhos. Te vi feliz. Por instinto, nossas bocas se tocaram. Teus lábios tão frios, mas o coração tão quente. O fluxo do sangue das minhas veias corria desordenadamente. Enfim, fomos mais alto que o céu. 

Foi um sonho realizado. Pelo menos, em sonho.

Mar 20, 2011
A gente cresce...

E então a gente cresce. E acaba descobrindo que poderia ter evitado algumas atitudes. E vai percebendo que nada é fácil. E vai percebendo que as palavras não podem ser engolidas de novo. E que aquele sonho que a gente tem vai se distanciando, pois, por bem ou mal, acabamos perdendo a esperança. Vamos percebendo cada vez mais o valor de uma amizade. Ficamos também mais críticos. Não nos contentamos com pouco, como antes. Queremos mais, muito mais. Então nosso coração começa a nos pregar algumas peças - nada engraçadas. 

À medida que o tempo vai passando, começamos a perder o brilho dos olhos. Começamos a questionar. Então não conseguimos confiar cegamente em alguém, como fazíamos quando éramos crianças. Nós temos medo. Não dos mortos, como antes, mas dos vivos. Vigiamos mais os passos e pensamos muito antes de nos entregarmos.

Esse é o problema. A gente cresce.

Mar 18, 2011
Bifurcação

Segui. Cheguei até aqui. Aqui no ponto bifurcado desta estrada. No lado direito há uma placa escrito “Razão”. A rua é iluminada, posso ver onde vou pisar, posso enxergar as casas, os cachorros brincando, posso quase ver o fim dela. Posso até ver lá no fundo um senhor de idade, apreciando o minuano, sentado à frente de sua casa, dialogando com alguns amigos, contando histórias chatas, sem vida… Vejo casas luxuosas, pessoas com olhares distantes e vazios, dentro de seus carros importados…

No caminho da esquerda, há uma placa que diz “Emoção”. Eu chego até a entrada da rua e não vejo nada. A escuridão engoliu toda a luz. Posso ouvir algumas crianças brincando, aliás, à seguir pelas vozes, há mais crianças do que “gente grande”… Ouço risos, ouço prantos… mas não posso enxergar absolutamente nada… Por que será que os pequeninos preferem ir pelo escuro? E eu, pra onde vou? Lógicamente, quero ir pelo lado claro, mas algo me empurra para a estrada da esquerda…

Afinal, qual dos caminhos vai ser o melhor pra mim?

Mar 10, 20111 note

February 2011

2 posts

Acredite no que vem de dentro.

O escritor não precisa viver o que escreve, nem escrever sobre o que vive. 

O violinista não precisa saber em que escala está tocando, nem qual nota terá de tocar depois.

A bailarina não precisa saber qual pé vai movimentar agora ou de que tamanho será seu próximo pulo.

O humorista não precisa saber qual a próxima piada ou qual paródia cantar.

O palhaço não precisa saber qual palhaçada vai fazer ou qual número vai apresentar.

É tudo uma questão de fazer com amor, que as coisas vão fluindo como devem ser.

Feb 15, 20111 note
Última visita.

O velho homem voltou à velha casa; passou pela velha sala; entrou no velho quarto… Cada ranger do assoalho lhe cortava mais um pouco o coração. Mas ele foi em frente, era essa a hora mesmo. Abriu o antigo armário -  invadindo o que as traças tomaram por posse - afastou os casacos e inalou o mofo que deles exalou. Com cautela, pegou o álbum de fotografias e sentou-se ao pé da cama, vagarosamente - pois a idade já lhe dificultava -, e apreciou a sinfonia que as molas velhas comprimindo-se concertavam. Espirrou com o pó que se desprendeu quando ele o assoprou. E o abriu. Degustou cada foto, viajando à época em que foram tiradas, e, certas vezes, umedecia a página com algumas gotas sinceras que lhe escorriam. Gotas sinceras, doces e, ao mesmo tempo, amargas. Nunca esqueceu da promessa de nunca se separar dela, sua amada. E sentia prazer em poder agora cumprir. A lua engoliu o sol e lá continuava ele, mas, dessa vez deitado. E sorrindo. O sol expulsou a lua e lá continuava ele, deitado,  sorrindo. E este espetáculo se repetiu por muito e muito tempo… Por fim, pôde cumprir sua promessa. E que nem a morte os separe.

Feb 3, 2011

January 2011

5 posts

Último diálogo.

-Senhor, podes me responder àlgumas perguntas?

-Claro, meu filho, já que estás aqui podes saber do que quiser.

-Por que ela nunca me quis? Mesmo eu a querendo tanto e pedindo tanto a Ti… ela nunca me amou.

-Nisso eu coloquei o nome de “livre arbítrio”. As pessoas são livres para fazer o que quiserem, sem eu poder interferir.

-Sim, mas eu não escolhi gostar dela.

-Ah, sim. À isso dei o nome de “Amor”. Mas, caro filho, vou lhe confessar… Essa foi a única coisa que eu mesmo criei, que nem eu mesmo entendo…

Jan 25, 2011
Mundo.

Vem você… só pra provocar. Pra desabar o muro que eu construí, pra me proteger dos teus ataques. Basta um sorriso teu, que o meu exército se afasta e o tapete vermelho se estende à tua frente. Eu não queria ser assim… Eu queria poder enxergar o mundo além do nosso. Por isso eu entrei neste mundo onde estou. Um mundo só meu. Eu escondi ele bem, pra que você não possa me achar. 

Ah, este mundo se chama solidão.

Jan 23, 2011
É assim.

Eu não lembro exatamente desde quando eu lhe amo. Pra ser sincero, não saberia nem lhe dizer a intensidade. Já saiu de controle… Já descarrilou. Tambem não lembro quando você desenhou esse sorriso na minha triste face. 

Você veio quando tudo parecia tão perdido…Me deu afeto, me deu abrigo…

E agora leva tudo de mim.

Aproveite e leve este coração, pois só irá levar o que é seu por direito.

Jan 10, 2011
Perderia toda a graça...

Eu tenho medo do desconhecido, mas não consigo deixar de entrar em uma casa abandonada. A sensação de não saber onde vai pisar, o que vai achar, como vai acabar. O fogo do isqueiro queimando o escuro, o calor das chamas queimando os dedos, as descobertas em espaços curtos… Sim, deve-se entrar à noite, que é onde tudo fica mais excitante.

E eu me pergunto se não seria essa a graça da vida. A sensação de se arriscar, de não saber o que vai acontecer… 

Se você soubesse quem te ama, não o daria valor; 

Se você soubesse que amanhã choveria, não iria deixar o guarda-chuva em casa e tomar aquele banho inesperado;

Se você soubesse que iria tomar um fora, não iria provar pra você mesmo que tem coragem de conhecer pessoas novas;

Se você soubesse que iria ganhar um beijo roubado, já o estaria esperando…

Portanto, se você soubesse de tudo o que iria acontecer, a vida perderia todo o sentido. Portanto, arrisque-se. Pise no desconhecido. Saboreie a adrenalina. 

Viva a vida.

Jan 8, 20113 notes
O que somos.

Eu sou um imã; Eu atraio, eu repulso. Eu sou um dia; Eu sou de chuva, eu sou de sol. Eu sou uma música; Eu exprimo alegria, eu exprimo tristeza. Eu sou um brinquedo; Eu divirto, eu machuco. Eu sou um filme; Eu arranco sorrisos, eu arranco lágrimas. Eu sou um arco-íris; Eu apareço, eu sumo. Eu sou um violão; Eu sou de Dó, eu sou de Si. Eu sou um coração; Eu sou forte, eu sou frágil. Eu sou uma droga; Eu alivio, eu firo. 

Eu sou quem você quer que eu seja, sem nunca mudar. Eu só te peço que me permita ser.

De preferência, me permita ser sempre teu.

Jan 4, 2011

December 2010

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Amores e Temporais

Esses dias eu me peguei pensado sobre o que me assusta, mas me fascina. A resposta foi uma só. Ou melhor, duas. Amores e temporais. São duas coisas que me promovem sensações extremas de medo, insegurança, fascínio…

O temporal, por si só, é um fenômeno tão grandioso, tão puro, tão avassalador… exatamente como o amor. Tenho medo de sair pra rua quando se arma um temporal. Tenho medo de entrar em casa quando se arma um amor. Os dois se completam. Não podem ser servidos em doses exageradas, têm de ser minimamente dosados. 

Os ventos se confundem com abraços, os pingos de chuva se confundem com toques, o frio na barriga se confunde com o frio na espinha. Ambos podem destruir uma vida, remover o chão que está sob os pés, te levar pra tão longe que não tenha volta, te tirar o sono.

Achei um sinônimo para o amor: o temporal. 

Mas o que mais me chama a atenção é o fato de que, quando acabam, podem ter te levado tudo. Mas há sempre alguém pra te ajudar a reconstruir desde o zero.

Dec 28, 20101 note
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